A Hora da Verdade

A Hora da Verdade no blog do Herasmo Leite

19 de mai de 2017

Após gravação de Temer, filho de Teori insinua que PMDB mandou derrubar avião



Blog do Domingos Costa
O advogado Francisco Zavascki questionou se o acidente de avião que matou ex-ministro do STF teria sido proposital. Postagem foi apagada minutos após.
O escândalo envolvendo delações de empresários do grupo JBS, que teriam gravado Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB) negociando propina, fez com que o filho de Teori Zavascki – ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que era responsável pelos processos da Operação Lava-Jato, e morreu na queda de um avião em janeiro – desabafasse nas redes sobre as investigações contra corrupção e o momento político do país. No final do texto, Francisco Zavascki afirma: “Desculpem o desabafo, mas não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!”.
Em seu texto, Francisco diz que o PMDB estava aproveitando o governo do PT até que começou a Operação Lava Jato. “A ordem sempre foi a de parar a Operação (isto está gravado nas palavras dos seus líderes). Todavia, ao que parece, até para isso o PT era incompetente e, ao que tenho notícia, de fato, o PT nunca tentou nada para barrar a Lava Jato (ao menos o pai sempre me disse que nunca tinham tentado nada com ele), o que sempre gerou fortes críticas de membros do PMDB”, afirma ele.
Francisco segue questionando o que pode vir a seguir, depois do impeachment de Dilma e com as investigações se aproximando de líderes do partido. “O problema é que as investigações começaram a ficar mais e mais perto e os líderes do PMDB viram como única saída, realmente, brecar a Operação a qualquer custo. Para isso, precisava do poder. Derrubaram a Dilma e assumiu o Temer. Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo?”, questiona.
Enterro do ministro Teori Zavascki (foto: Divulgação/STF)
Ele ainda diz que Teori, morto na queda de um avião, em Angra dos Reis, em janeiro deste ano, às vésperas de homologar as delações do grupo Odebrecht, “estava aflito com o ano de 2017”. “Aflito ao ponto de me confidenciar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim! Não tem coisa que me embrulha mais o estômago do que lembrar que, no dia do velório do meu pai, diante de tanta dor, ainda tive que cumprimentar os membros daquele que foi apelidado naquele mesmo dia de o “cortejo dos delatados”. Impeachment já!”, segue Francisco.

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